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Já comprei muitos objectos usados, de antiguidades a vestuário. Como em tudo na vida, há coisas que compensa e outras em que não.

 

Feitas as contas, tenho poupado fortunas ao comprar usado. No mínimo, tem permitido alguns luxos, que não poderia ter, de outro modo. Por exemplo, não poderia ter a biblioteca que tenho, ou dar livros como dou às minhas sobrinhas, se não os comprasse usados. 

 

O meu preço de referência para itens usados é de metade do preço em novo, mas isso dependerá do item.

Um grande bónus, é que me permite comprar com zero impacto ambiental, ou pelo menos muito reduzido.  

Como não ando à procura de marcas xpto, elimino logo o risco de comprar contrafacção. Mais, dou sempre preferência a vendedores locais, que possam fazer uma entrega em mãos.

 

1. Livros

DSC_0034 (1).JPG

Recentemente comprei uma colecção de 42 clássicos por €15, o que dá uma média de 35 cêntimos por livro. Ao contrário do habitual, não foi numa loja social, mas no portal Custo Justo. Os clássicos são incrivelmente económicos, quando comprados usados.

Porém, não só os clássicos se compram bem, mas livros recentes, com consideráveis descontos, ou livros do Plano Nacional de Leitura.

Quem tem pequenada, por esta altura, já deveria andar a procurar comprar os livros das metas curriculares do próximo ano lectivo. Usados, porque há mais que estarão, precisamente a tentar vender o que já não é útil. 

 

E quando vejo um livro que não me interessa ler, mas que é mais procurado, compro-o para trocar ou até vender. 

 

2. Vestuário

Confesso que a inspiração para este post foi ter estado a lavar, à mão, blusas de verão da minha mãe. Com este calor, é vestir, chegar a casa e lavar. 

Lavei várias blusas e tshirts e as etiquetas eram: Cortefiel, Natura, Benetton. Eu sei que ela não compra nessas lojas. Sei porque ela compra comigo, em lojas solidárias e não pude deixar de sorrir com as grifes.

E eu vestida com uma tshirt de oferta da padaria local. :)

Neste momento, 90% do meu vestuário é comprado em lojas solidárias, quase sempre a €1.00.

 

3. Electrodomésticos 

 

Eu sei que há muito receio em comprar um electrodoméstico usado, especialmente a um particular. Nas contas, entra o custo do usado, mas também o valor de uma garantia de 2 anos (ou mais). 

 

Eu não costumo comprar electrodomésticos usados, porque não não costumo comprar electrodomésticos. Os que tenho, foi sendo alvo de reparação. 

Porém, nos dois últimos que comprei - batedeira e termoventilador - arrependi-me de não ter comprado usado.

 

Já os meus pais têm uma arca congeladora usada a funcionar perfeitamente e eu já lhes comprei uma Actifry por €50.

 

4. Telemóveis

 Aqui é onde mais reservas tenho, no que respeita a usados. Consciente de que há um grande mercado de telemóveis furtados ou roubados, não compro um telemóvel usado sem prova de propriedade (factura, de preferência ainda com garantia). 

Ao comprar telemóveis usados, especialmente para acesso à internet, convém verificar qual o sistema operativo que tem e estar preparada/o para comprar uma bateria nova. Ainda com este custo adicional, pode compensar.

 

5. Mobiliário

Tendo uma casa em que tenho problemas com o bicho da madeira, é sempre nisso que penso, quando olho para mobiliário usado. 

Por isso, antes da compra, convém fazer uma inspecção MUITO cuidadosa e não aceitar qualquer peça que tenha pequenos furos, mesmo que o vendedor jure pela santa mãezinha que já não tem bicho. 

 

6. Decoração

A minha compra mais recente foi uma moldura, ainda embalada, por 1/3 do seu preço no IKEA.

Procurava uma moldura RIBBA e por isso foi isso que procurei no OLX. PVP: €6.99. O preço era €2, mas eu paguei €3 porque achei mais justo e a vendedora ainda me fez o favor de me vir entregar.

 

 

Contem-me tudo. Qual foi a vossa melhor compra de algo usado? E a pior experiência?

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11 comentários

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De Silvia Lopes a 19.06.2018 às 22:07

Também sou adepta de comprar usado, aliás,ás vezes verbalizo que preciso de algo para uma das miúdas, mas que não encontro nada de jeito, e só me lembro que existem lojas quando alguém sugere alguma. 90% da roupa das miúdas é comprada em grupos do facebook criados para o efeito. Se não fosse assim não haveria metade da roupa cá em casa. Compras 5***** umas botas da chicco 10€, que depois vendi por 5€. O brinquedo animais da quinta da chicco por 3,5€, num leilão, uma parka da Massimo Dutti por 7€, calças salsa 10€.
É péssimo quando vem com borboto :(
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De Descontos a 20.06.2018 às 11:01

Mas para o borboto tem uma máquina que resolve o problema lindamente. Acho pior quando vêm desbotadas de cor. :)
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De Anónimo a 20.06.2018 às 15:24

Eu bem tento encontrar alguma loja solidária que venda roupa a 1€.
Antes tinha preconceito, mas comecei lentamente a comprar na loja Humanas roupa em 2ª mão. Só tenho pena de não saber de mais lojas solidárias para encontrar esses tesouros. Poderia indicar algumas das que frequenta na sua zona? Pode ser que em Lisboa encontre alguma "sucursal" da mesma :)
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De Descontos a 20.06.2018 às 17:53

Boa tarde,
eu acho que terá para aí a Remar e a Despertar. São as duas que mais utilizo.
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De Ricardo_A a 20.06.2018 às 16:07

Usado só compro livros, embora quase que sejam negócios ruinosos ao pé dos da Cristina :)
Também compro material informático em segunda mão mas isso é a um amigo meu que está sempre na "última onda". Quando preciso de alguma coisa pergunto-lhe e é quase certo que ele tem alguma coisa do ano passado a metade do preço. E ainda me presta consultoria informática gratuita (verifica se há imcompatibilidades entre componentes, deixa-me experimentar, etc.)

Electrodomésticos nunca comprei nenhum em segunda mão.

Já agora deixo uma dica na sequência do comentário das Cristina sobre a bateria do telemóvel (o qual se pode aplicar também aos portáteis em segunda mão). Se se tiver a factura original e esta tiver sido para fins pessoais, e o artigo ainda estiver dentro dos 2 anos de garantia, pode-se pedir a reparação ou a troca da bateria, caso esta já não esteja em condições.

É habitual as marcas e os vendedores dizerem que as baterias só têm 6 meses ou 1 ano de garantia mas isso vale zero à luz da lei. A bateria não é um bem consumível, é componente integral do aparelho. São obrigados a repor o estado original da bateria como se fosse nova ou, alternativamente, dar um novo aparelho / devolução do dinheiro ou propor redução do preço, se isso não for possível. Num julgado de paz ou centro de arbitragem, a não ser que tenha havido mau uso (que têm de ser eles a provar), perdem sempre o caso com essa história das baterias terem menos tempo de garantia.

Portanto, a dica da Cristina é excelente: sempre que possível comprar com factura e ainda na garantia.
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De Anónimo a 20.06.2018 às 16:39

Confesso que nunca comprei nada usado...Compro muita coisa (95% da minha roupa) em outlets quando viajo (tenho tshirts da Guess a 3 dolares por exemplo e calças de ganga pepe jeans a 10 dólares)...mas usado por outras pessoas confesso que nunca comprei e enquanto não necessitar (espero que se mantenha) não me estou a ver a fazer isso.
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De Anónimo a 20.06.2018 às 16:44

(Carreguei postar antes de completar o raciocínio) . No entanto acho muito bem que se recicle a roupa e tudo o mais se as pessoas não se importarem.Poupa-se certamente muito dinheiro! Tenho pena de ser assim uma enojadinha (ahahaha) mas nem livros emprestado eu leio ...começo logo a pensar nas mãos desconhecidas que pegaram neles...(ahahaha :D)
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De Descontos a 20.06.2018 às 17:57

Conto-lhe a minha experiência pessoal. Quanto a livros, nunca tive problemas, desde sempre os tive usados. Até as bandas desenhas as trocava num alfarrabista de rua, ao lado do Coliseu do Porto.

Já para roupa, sempre fui uma nojentinha de primeira até comprar as minhas primeiras calças de ganga por €1.00. A partir daí, tornei-me uma caçadora de pechinchas e associando isso a uma crescente consciência ambiental... cheguei aqui.

Quem sabe se, um destes dias, acontece algo que a/o faça mudar de ideias.
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De Ricardo_A a 20.06.2018 às 18:38

Em relação aos livros nada que uma passagem com pano + alcool não resolva.
Em boa verdade a coisa mais nojenta que há no mundo é usada praticamente todos os dias e está dentro das nossas carteiras sob a forma de notas e moedas :)
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De Anónimo a 25.06.2018 às 23:09

Não conheço ninguém que recuse dinheiro em segunda mão!


Não foi para chatear ninguém, não resisti a fazer a piada, pelo menos tem piada para mim.
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De Descontos a 26.06.2018 às 09:24

Dinheiro em segunda mão é uma imagem que tem piada. Confirmo.

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