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Não sei se terão lido as notícias acerca de uma medida, há muito anunciada mas só agora aprovada (mesmo em vésperas de eleições, que coincidência).

 

Por depositar as garrafas de plástico num equipamento próprio, o consumidor irá receber uma contrapartida qualquer, ainda não quantificada.

 

Trata-se de um projecto piloto que visa aumentar a quota de reciclagem de garrafas de plástico que, será financiado por todos nós - nós pagamos as máquinas, a manutenção,....

 

As marcas, essas continuam a não ser responsabilizadas pelos custos associados às embalagens que escolhem.

 

A matemática é esta:

1º pagamos o produto no supermercado, e

2º pagamos o plástico desse produto com os nossos impostos.

 

E as marcas, em vez de investir em embalagens mais sustentáveis continuam a optar por plástico de utilização única, porque esse lixo somos nós que pagamos.


17 comentários

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De Vagueando a 09.07.2019 às 09:39

As marcas visam o lucro, investem naquilo que lhe dá (muito) lucro.
Os consumidores, por sua vez, pagam impostos e contribuem para o lucro.
As marcas investem em marketing, para fingir que se preocupam com o ambiente e com o cliente.
O consumidor (cliente) deixa-se levar pelas campanhas de marketing e também ele pensa que está a contribuir para o ambiente. Engana-se
A questão é que o consumidor está-se (excepto uma pequena minoria, mesmo muito pequena) nas tintas para o ambiente, está apenas interessado em duas coisas, conforto e prazer.
Daí que se não for Estado (o qual cada vez existe menos ou não tem poder) de vez enquanto, para fazer prova de vida, aprova umas coisas. Não deixa de ser marketing igual ao que as empresas fazem. A diferença é que o lucro não reverte para os cidadão (consumidores).
Pode-se reduzir o uso do plástico, pode-reciclá-lo, mas não se pode fazer nada, pelo menos a curto prazo quanto ao egoísmo das pessoas que continuam a espalhá-lo pelos mares, pelos rios, pelas serras, pelas ruas.
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De Manuel da Rocha a 10.07.2019 às 09:17

O maior problema é mesmo o falar muito e não fazer nada.
Marchas pelo clima, milhares de jovens a protestar, deixaram mais de 60 toneladas de lixo nas ruas das cidades portuguesas. Na internet encontram-se muitos posts idênticos ao deste blog, quando chega a altura de passarem o que escrevem para o que fazem, nunca acontece "porque não dá jeito".
Como diz, é preciso alguém avançar primeiro e o estado tem esse dever. Neste caso, o subsídio inicial (será para a montagem, mais rápida, das máquinas e publicidade) é com fins ambientais... algo que a descontos não conhecia (ou não dá jeito reconhecer).
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De A 3ª face a 09.07.2019 às 10:03

Ironicamente, poderemos chamar-lhe "economia circular"...

A nossa aposta, enquanto consumidor, terá mesmo de ser a REDUÇÃO!
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De Manuel da Rocha a 10.07.2019 às 09:12

Ou é muita falta de informação ou está a fazer um post MENTIROSO (com objectivos políticos).
O estado NÃO PAGARÁ NADA!!! Como não deve saber ler (ou dá jeito ler com óculos azuis e amarelos), a legislação obriga os espaços comerciais a dar um espaço de 3 a 14 metros quadrados para a instalação de uma máquina de recolha automática de garrafas de plástico, latas e garrafas de vidro. O valor da máquina é dividido entre a superfície comercial e as empresas que produzem os materiais que lá serão reciclados.
Depois disso, como só deve saber ler Descontos, nem notou que o valor angariado da entrega das coisas recolhidas a um centro de reciclagem é que vai servir para as "ofertas". É que você pode comprar 100 garrafas de vinho do Porto, ir a uma dessas máquinas (depois de beber o conteúdo, nos banquetes) e escolher que os 50 cêntimos, da reciclagem, são doados a uma instituição local.
Falta dizer que já está em curso a colocação de um código QR nas embalagens que permitirá a sua devolução, impedindo materiais antigos de serem entregues no projecto que durará 2 anos.
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De Anónimo a 10.07.2019 às 12:53

50 cêntimos por 100 garrafas de vinho do porto ??????
É melhor estar quieto ...
Com um "lucro" desses, só alguém muito burro é que vai transportar 40 kg de vidro para um supermercado por causa de 50 cêntimos.
Podiam por um cartaz por cima da máquina.
Dizia assim:
Ó IDIOTA, depois de beberes o conteúdo, traz a garrafa e coloca-a aqui .
Não deites no lixo!!!
Acumula o lixo em casa, depois transporta-o de novo até maquineta.
Depois de fazeres o papel e trabalho de BURRO de carga , coloca-o obedientemente na maquineta.
Quando depositares uma tonelada de lixo, ganhas umas orelhas de burro de peluche, e um neurónio novo, para poderes ornamentar a tua figura.


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De Descontos a 13.07.2019 às 10:38

Por falar em animais, eu acho que voltarem a fazer uma campanha com um "Gervásio" faria mais pela reciclagem que isto.

E para o caso de ser muito jovem para saber do que falo: https://www.youtube.com/watch?v=x9Frmy9oqE8
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De Ricardo_A a 14.07.2019 às 00:38

Eu, como é hábito, vou na direcção contrária e chateia-me bastante quando me recordo do gervásio (e lembro-me muito bem desse anúncio, nem precisei de ver o video).

E chateia-me por uma razão simples: há uma enorme cadeia de valor que ganha dinheiro na reciclagem. Começando nas empresas que fazem os contentores, passando pelas empresas que vendem os camiões da recolha e terminado naquelas que fazem o processamento dos resíduos.

Há milhares e milhares de pessoas e empresas a ganhar com a reciclagem, directa e indirectamente, desde o trabalhador dos moldes, até ao mecânico que faz a revisão do camião. Muitos e muitos milhões de euros ganhos com a reciclagem.

Qual é o ÚNICO elemento da cadeia que não ganha um cêntimo com a reciclagem ?

É precisamente o gervásio que faz a separação do lixo em casa e que diligentemente o leva para o ecoponto.

Com a moralidade de que o gervásio também ganha um melhor ambiente, lá nos vão convencendo a sermos os macacos, fornecedores de matéria prima e de trabalho gratuitos.

E mais me chateia quando muitas vezes nem têm a competência para despejar o raio dos contentores. Nem essa simples tarefa conseguem fazer decentemente, de forma regular.

Note-se que eu faço a reciclagem. Mas quando penso nesse anúncio do gervásio tenho de fazer um esforço enorme para não enfiar tudo ao molho no orgânico e dizer-lhe que não sou o macaco amestrado de ninguém.

Isto do lixo tinha pano para mangas. Nomeadamente o mercado em concorrência que devia haver à volta disso (e não estou a inventar nada, há inúmeras formas diferentes de gerir o lixo por essa europa fora).
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De Descontos a 15.07.2019 às 15:16

Ricardo, bem sabe que, se há uma pessoa com que gosto de trocar argumentos, é consigo.

Já discordamos em muitos pontos, mas nunca o vi discutir um tópico sem elevação ou honestidade intelectual.


Eu tenho uma visão diferente. Eu considero que reciclar é uma obrigação/responsabilidade nossa, enquanto produtores do lixo, com o nosso consumo.

Não deveria ter de haver incentivos (ou multas para incentivar) para as mais variadas responsabilidades: reciclar, não deitar lixo para o chão, não urinar em esquinas, não estacionar em passeios... etc.

Infelizmente, a reciclagem tem potencial económico, mas não temos um Estado que seja capaz de gerir esse potencial e então pagam-se impostos para "adoçar" a coisa e levar pessoas e empresas a reciclar.

Existem mecanismos de incorporação do princípio utilizador/pagador, no que respeita ao lixo (por exemplo na Suiça), mas não os imagino em Portugal, num futuro próximo.


No fundo, é um processo viciado. Por exemplo, os meus pais gastam muita água com rega do quintal e isso aumenta a taxa de resíduos sólidos.
Ora, eles são precisamente quem menos os faz, porque além de reciclar, também fazem compostagem de orgânicos.
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De Ricardo_A a 16.07.2019 às 09:18

É impossível numa caixa de comentários ter uma discussão desta porque, além de interessante, seria muito extensa.

Eu em relação ao lixo (e a muitas outras coisas) tenho a visão liberal, quase libertária. E não se pense - ao contrário do que é a ideia generalizada - de que os libertários/liberais defendem a selvajaria neste campo. Antes pelo contrário. Poluição (onde se inclui o lixo) é agressão/destruição de propriedade que um privado não toleraria (ou pelo menos não sem pedir o preço justo).

Infelizmente, como a propriedade ou concessão de recolha e aterro é pública não existe qualquer incentivo para que o mercado de recolha (e sobretudo aterro) do lixo seja eficaz e, consequentemente, reflita o preço dessa poluição. Não havendo preço justo da poluição, não há substituição das escolhas por parte dos consumidores.

Já viu a vantagem que existira se os consumidores fossem obrigados a pagar o valor justo pelo residuo de plástico que produziram, porque este vai ser aterrado num terreno privado, o qual vai cobrar o preço justo por ver o seu terreno destruido para 100 anos ? Era assim que as marcas iriam mudar - pela força da escolha dos consumidores que não queriam pagar o preço elevado do resíduo.

Ao invés disso faz-se exactamente o oposto cobrando impostos a quem não produz lixo, como a Cristina exemplificou e muito bem.

Este tema dava para umas boas horas de conversa.
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De Descontos a 13.07.2019 às 10:41

Sabe o que me chateia verdadeiramente, é que sei exactamente como isto vai acabar.
Vai haver financiamento para instalar máquinas que precisam de manutenção. Quando começarem a avariar e acabar o financiamento, as máquinas vão estar sistematicamente avariadas até desaparecerem.

Lembram-se das máquinas de selos nos postos de CTT? Agora contam-se pelos dedos as que ainda existem.
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De Descontos a 11.07.2019 às 20:23

Recomendo-lhe a leitura do artº 8º da Portaria n.º 202/2019, do Decreto-Lei n.º 42-A/2016 e educação, que claramente lhe falta..
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De Anónimo a 13.07.2019 às 01:58

Eu acho extraordinário dizer que a descontos fez uma publicação com intenções políticas 🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣

Deve ter sido uma passagem ocasional no blogue só pode!!!!
Como não sou a visada acho piada à trollice. Mas é mesmo para não levar a sério.
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De Descontos a 13.07.2019 às 10:37

Deve ser, porque se há uma coisa em que tenho uma desconfiança saudável é em relação a TODOS os políticos. :)

E se inicialmente se poderia dizer que o problema era eu ou o governo em vigor, os anos têm-me dado razão... não escapa um da esquerda à direita, desde há décadas...
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De Joao Miguel Guterres a 10.07.2019 às 09:58

Na Europa há a proibição do plástico descartável a partir de 2021.
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De Descontos a 11.07.2019 às 20:32

Não é todo o plástico descartável, mas já é um bom pacote.

Eu parece-me que iniciado o movimento económico de introdução de embalagens mais sustentáveis, elas começaram a aparecer.

Veremos. Estou optimista quanto ao efeito multiplicador dessa medida, mas...
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De Anónimo a 10.07.2019 às 11:13

A melhor opção é não consumir água engarrafa e optar por utilizar uma garrafa reutilizável e ir enchendo à medida que necessita. Até sai mais barato.
É fácil apontar o dedo às marcas mas a mudança não começa nos outros mas sim em nós. Se o consumidor não quiser garrafas de plástico, as marcas aí irão seguir a tendência.
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De Descontos a 11.07.2019 às 20:33

Concordo. As marcas conhecem a linguagem do dinheiro.
Eu bebo água da torneira e sinceramente não noto diferença.

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