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Greenwashing (do Inglês green, verde, a cor do movimento ambientalista, e whitewash, branquear ou encobrir); em Português, lavagem verde; é um anglicismo que indica a injustificada apropriação de virtudes ambientalistas por parte de organizações (empresas, governos, etc.) ou pessoas, mediante o uso de técnicas de marketing e relações públicas. Tal prática tem como objetivo criar uma imagem positiva, diante a opinião pública, acerca do grau de responsabilidade ambiental dessas organizações ou pessoas (bem como de suas atividades e seus produtos), ocultando ou desviando a atenção de impactos ambientais negativos por elas gerados.

greenwashing é uma ação que empresas realizam para "maquiar" os seus produtos e tentar passar a ideia de que eles são ecoeficientes, ambientalmente corretos, provêm de processos sustentáveis, entre outros. Assim, termos e expressões como “eco”, “ecológico”, “menos poluente” e “sustentável” começam a aparecer nas embalagens e rótulos de diversos produtos, na tentativa de indicar que as empresas são ambientalmente responsáveis. 

Wikipédia

 

Desde que comecei as minhas diligências para tentar diminuir o plástico, fui confrontada com um discurso recorrente que incentiva a substituição do plástico por versões biodegradáveis e reutilizáveis. Teoricamente, isso é óbvio, mas confrontada com a prática, nem por isso. 

 

Por exemplo, muito do "plástico biodegradável" não é assim tão biodegradável como isso e ficamos com dois problemas - não pode ser descomposto naturalmente e não pode ser reciclado enquanto plástico. 

 

Na verdade, aquilo que tenho sentido é o incentivo de consumo de substituição, que não é mais que mais consumo, gerador de desperdício de recursos ambientais.

 

Um exemplo, porque comprar talheres em bambu para substituir talheres em inox? Um pano não é mais higiénico e eficiente que uma película de cera, para embrulhar sandes? Um frasco de vidro não é mais eficiente e higiénico para congelar?

 

Parece-me que, usar o que temos, deve ser sempre preferível a uma substuição de produtos, por muito verdes que sejam. 

 

Sinto-me frustrada que a mensagem de práticas de vida mais sustentável, esteja a ser ofuscada pela mensagem de um estilo de vida com produtos caros e que que visam projectar uma identidade.

 

A Catarina perguntou-me se tenho alguma pérola de sabedoria para partilhar sobre a diminuição do plástico. Estou a começar o meu percurso, mas se há algo que já aprendi, foi a não me deixar levar em marketing que incentiva o consumo.

 

Sim, as próximas escovas de dentes que vou comprar serão biodegradáveis. Mas o meu problema não são 3 ou 4 escovas de dentes por ano, mas o plástico que sai da minha cozinha e os descartáveis na restauração.

 

Assim, parece-me que identificar o maior foco de plástico será o primeiro passo. Depoios, identificar aquele que mais facilmente consegue evitar e começar por aí.

 

O que tenho tentado fazer:

  • Eu procuro sempre que me sirvam garrafas de água em vidro, na restauração.
  • Eu recuso descartáveis como palhinhas e peço sempre colheres inox para misturar açúcar.
  • Eu uso frascos para congelar (quase eliminando o meu consumo de películas de plástico).
  • Eu uso sacos de pano para embrulhar sandes e afins.
  • Eu uso panos na cozinha, em vez de papel absorvente.
  • Eu apanho plástico na rua e nas praias.
  • Eu evito comprar frutas e legumes em locais onde o plástico seja a única alternativa.
  • Eu ando sempre com sacos de pano e recuso os sacos que me oferecem (de plástico ou papel).
  • Quando preciso de comprar algo, procuro sempre um produto usado.

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5 comentários

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De Anónimo a 04.02.2018 às 12:07

A isto se chama consumo consciente! Parabéns por não se deixar ir em modas, por questionar, por procurar soluções melhores dos que as que nos são apresentadas. Muitos parabéns!
Beijinhos *
Ana
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De Descontos a 04.02.2018 às 12:50

Não é fácil.
Dou-lhe um exemplo mto concreto. O leite das vaquinhas felizes. Eu passei a comprá-lo. Bolas... até tinha uma rosca biodegradável.

Não demorou mto até descobrir, pelas próprias palavras da marca que a esperança de vida dessas vacas é 5-7 anos, em oposição aos 3-5 anos da produção intensiva. Fora destes circuitos, a esperança de vida normal é 30 anos. Juro que quando li a marca a responder a um vegan, dizendo que as nossas vivem mais um par de anos, me senti uma tola.

E não sou vegan ou ando no comboio do "o leite é o nosso inimigo".

E a rosca biodegradável? Ainda não consegui que a minha experiência se desfizesse na terra e como também não consigo dá-la para reciclagem de plásticos duros, então até me parece uma solução pior. Estou a ficar maluquinha ou anda meio mundo a enganar outro meio mundo?
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De Anónimo a 04.02.2018 às 13:25

a rosca dá para qualquer campanha de tampinhas embora na realidade nunca tenha tentado retirar uma...o material é o mesmo e vai ser uma coisa que vou experimentar
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De Descontos a 04.02.2018 às 13:34

Não, não dá porque não é plástico.
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De A 3ª face a 05.02.2018 às 13:35

Adorei a reflexão. Ultimamente, essa também é a minha opinião. As empresas perceberam que há um nicho de mercado relacionado com o consumo ecológico e estão a explorá-lo. É lógica de mercado pura e simples! E duvido da autenticidade de produtos bio e 100% natural. Nos dias de hoje, é quase impossível. O meu pai tem uma horta e, de vez em quando, se não faz alguns tratamentos , lá se vai a cultura! Quanto mais em explorações para venda comercial!
Até aqui, fomos educados para reciclar, agora temos que educar para reduzir o desperdício!
Penso que o caminho tem que ser outro: diminuir o consumo de produtos de supermercado e fazê-los em casa, por exemplo e comprar a granel (claro que as marcas não vão gostar mas poderiam adaptar-se às novas exigências dos consumidores).
Tenho abordado o tema no meu blog e, ao pesquisar, vou fazendo enormes aprendizagens. Recentemente, descobri um e-book fabuloso, publicado na Âncora Verde. Vale a pena lê-lo. Partiho o link, se ainda não conheceres:
http://a3face.blogs.sapo.pt/eis-um-verdadeiro-desafio-30-dias-sem-38211

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