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Eu tenho medo...

03.02.16

Há dias lia uma notícia sobre o uso de pesticidas em frutas e legumes. Estava relacionado com os perigos de comprar "à beira de estrada" já que essas vendas já não são feitas apenas por pequenos produtores responsáveis, que cuidam que os seus produtos têm níveis aceitáveis de produtos químicos e que os prazos de intervalo entre a aplicação e o seu consumo (que são garantia da segurança dos mesmos) são respeitados. 

 

Confesso que fui colmatando esse medo de duas formas: constante vigilância e educação para que o meu pai (agricultor para consumo da casa) utilize formas alternativas de controlo de pragas (por exemplo, chá de urtigas para o piolho) e a opção por grandes superfícies para a compra de frutas e legumes. 

 

Deixem-me explicar o porquê de achar que as grandes superfícies são mais seguras: porque me baseio no pressuposto que aí existe maior controlo. Pelo menos é esse o meu raciocínio que sei ter imensos contra-argumentos.

 

Volto à notícia. Dizia que num grande supermercado, uma inspecção havia detectado fruta que era imprópria para consumo, precisamente por violar níveis de toxicidade. 

 

Confesso que começo a considerar seriamente e a compra de fruta biológica, mesmo com os seus preços proibitivos. 

 

E fico-me por aqui, porque se começamos a falar de antibióticos em carne e peixe de aquicultura, ou níveis de chumbo em peixe pescado... enfim. 

 

Fica-se na dúvida: é seguro comer?


24 comentários

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De Anabela M. a 03.02.2016 às 11:14

Como a entendo! Eu tenho a sorte de ter um bocado de terreno, e algumas frutas lá em casa (Maracujá, laranja, clementinas, limões, lima e romã), alfaces, couves, etc, sou eu que cultivo lá na minha pequena horta (é mesmo pequena). Mas.... se há coisa que me faz confusão é a probabilidade desses pesticidas, desses antibióticos (ah, tb crio os meus frangos e tenho os meus ovos) nos poderem causar cancro. Esta que é a doença do século. Caramba, quero ver o meu filho crescer.... e já nem falo na reforma porque isso então... e é isto que me preocupa.
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De Anabela a 03.02.2016 às 11:15

Já ponderou adquirir cabazes a quintas biológicas. Há casas a comercializar isso!
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De Descontos a 04.02.2016 às 09:17

Ainda não encontrei um que fosse só com fruta.
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De Anónimo a 04.02.2016 às 09:34

http://www.raizesblog.blogspot.pt/

muita fruta

e o biohabitus não sei
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De Descontos a 04.02.2016 às 09:18

Concordo com tudo. ;)
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De Cathy a 03.02.2016 às 12:10

Honestamente, a menos que tenha uma horta e criação de animais (dando aos animais o que produz na horta), nada é seguro.
E mesmo com horta, há que ter cuidado com o uso de químicos nos terrenos vizinhos, porque podem contaminar os nosso produtos através dos lençóis de água...

É uma época complicada, mas acredito que quanto mais estes assuntos forem divulgados, mais críticos e informados os consumidores se tornarão e como resposta haverá maior controlo. Ou pelo menos, assim espero...
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De Descontos a 04.02.2016 às 09:17

Sim, eu acredito que a informação é importante. Não só porque os produtores só produzem se comprarmos e porque também são os consumidores exigentes que forçam as autoridades a actuar.
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De Anónimo a 03.02.2016 às 12:11

na maioria dos pequenos quintais há glifosato, o roud up de venda livre
pequeno não quer dizer livre de pesticidas até pode ter mais

os grandes, não cumprem ou se cumprem é na tangente

o round up é livremente pulverizado em relvas e jardins públicos para matar as ervas daninhas

os animais são alimentados com rações de plantas pulverizadas com pesticidas

e não vou falar na toxicidade do plástico..........
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De Cris a 03.02.2016 às 12:17

Eu aderi a um cabaz PROVE, são mais baratos do q outros existentes no mercado e a qualidade é excelente. Biológicos, claro!
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De Descontos a 04.02.2016 às 09:15

O meu problema é que eu não quero legumes, só fruta e ainda não encontrei um cabaz assim.
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De Ana Alcantara a 04.02.2016 às 12:53

Cristina, tem cabazes de fruta aqui: http://www.o-quintal.com/cabaz-de-frescos
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De Descontos a 04.02.2016 às 14:03

Obrigada Ana, mas eu estou no norte. De qualquer modo, não me parece que seja fruta biológica.
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De Ana Alcantara a 05.02.2016 às 13:08

Veja se alguma destas empresas lhe dá a resposta que precisa:
http://saldopositivo.cgd.pt/cabazes-de-frutas-e-legumes-9-sugestoes-por-menos-de-16-euros/
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De Descontos a 08.02.2016 às 18:59

Muito obrigada. Vou investigar.
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De Daniel a 03.02.2016 às 17:31

A grande maioria desses vendedores à beira da estrada, ou até nas feiras e nas típicas praças/mercados vão buscar os produtos aos mercados abastecedores, portanto são iguais ao dos supermercados, apenas seguem um caminho diferente. Os supermercados compram directamente aos grandes produtores, mas esses mesmos produtores podem ir vendê-los aos mercados abastecedores, que fornecem à pequenas frutarias e vendedores. Basta estar atento às caixas para saber de onde vêm o produtos.
Antigamente é que os pequenos produtores iam vender para as feiras e praças, hoje em dia são muito poucos os que o fazem.

Em relação ao pesticidas, já entrou em vigor a lei que obriga os pequenos agricultores a terem um curso e um cartão de aplicador, se quiserem comprar e aplicar produtos fitofarmacêuticos, estando sujeitos a multas caso não cumpram.

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De Descontos a 04.02.2016 às 09:12

O problema é que não acho que seja por falta de conhecimento dos agricultores (com ou sem cursos) que as coisas mudem, mas da honestidade destes.
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De C a 06.02.2016 às 10:29

O problema começou nos compradores, já não se contentavam com produtos da época, deixaram de gostar dos produtos de aspecto defeituoso, passaram a ser demasiado exigentes com os preços, queriam ter fruta disponível diariamente, etc. Então muitos produtores deixaram de ir às feiras e passaram a vender para os mercados abastecedores através de intermediários, sendo substituídos nos mercados por intermediários que vendem essencialmente o que compram.

Mas há mais problemas. Os agricultores tradicionais aderiram aos produtos químicos, muitos sem saber como usar e a acharem que sabiam. Fala-se em rotatividade de culturas, em compostos orgânicos e nos problemas que irão existir se as abelhas continuarem decrescer, a estes produtores e eles ficam a olhar para nós como um burro para um palácio, já não sabem o que isso é, apesar de alguns o terem feito quando em pequenos trabalhavam para os pais e avós.

A nova legislação está a melhorar um pouco as coisas, porque obriga à aquisição de conhecimentos e vai impor cuidados que deveriam existir há muito. Muitos nem protecção utilizavam quando pulverizavam as culturas por acharem que não é necessário, o que demonstra que não sabem as consequências desses produtos para a saúde e meio ambiente. Mas não chega, o ideal é a agricultura biológica e outros sistemas que estão a aparecer e no fundo são modernizações do que era feito anteriormente ao boom dos químicos agrícolas. Os químicos não vão deixar de ser nocivos apenas por serem aplicados me menores quantidades e com mais cuidados.
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De Descontos a 08.02.2016 às 18:57

Concordo plenamente. Falta muita informação sobre a permacultura e a agricultura biológica. E com informação, eu refiro-me a informação credível e correcta, porque não faltam páginas com pseudo-informação.

E concordo plenamente que o estado a que isto chegou resulta da pressão dos consumidores. O problema é que esta vem do desconhecimento. Se as pessoas tivessem informação sobre o que os alimentos contêm, sobre os custos da importação de fruta e o que é necessário fazer para a conservar, certamente que formariam as suas decisões de consumo de modo diverso.
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De Gonçalo S. a 03.02.2016 às 20:56

Para além da questão da segurança há ainda um outro aspecto: há quem vá roubar fruta aos pomares para depois a vender à beira da estrada. Aqui no Algarve acontece bastante com laranjas, aqui há tempos estive a falar com um senhor já de alguma idade que tem um laranjal e que me disse que "certos indivíduos" aparecem, roubam uma boa quantidade de laranjas depois vão vender. Ou seja, ao comprar à beira da estrada podemos sem querer estar a ajudar um ladrão...
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De Descontos a 04.02.2016 às 09:12

Com efeito.
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De C a 06.02.2016 às 10:17

Nas mercearias da esquina também há que compre fruta e legumes a "ladrões", muitas vezes mesmo sabendo que é produto "roubado", porque lhes convém o preço. Aqui na zona há um "ladrão certificado" de produtos agrícolas. Costumava vender a uma mercearia perto das localidades onde "roubava", foi descoberto e denunciado juntamente com o comprador às autoridades, mas continua com o seu "negócio", aparentemente arranjou outros compradores.
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De C a 06.02.2016 às 10:04

Foi uma das minhas mudanças em 2015, comecei a comprar biológico a produtores biológicos certificados. Tenho uma horta à porta de casa e familiares agricultores, mas não chega para as necessidades.

Já experimentei lojas bio e mercados biológicos e prefiro os mercados, pois garantem mais frescura e qualidade. Infelizmente não tenho nenhum por perto, nem produtores com oferta de cabazes, de forma que me contento com a única loja bio que há cá.

Depois da mudança apercebi-me rapidamente que esta opção é bem mais segura do que os hipers, onde atualmente me fico pela compra de frutas tropicais e uma ou outra fruta mais barata em que não consumimos a casca. Nota-se a deterioração dos produtos com o decorrer do tempo, tal como acontece com os produtos da minha horta. Já o que eu comprava nos hipers durava semanas no frigorífico, muitas vezes dias inteiros sem um único sinal de deterioração. O sabor também não tem nada a ver, os produtos bio são bem mais saborosos.

Há legumes que nunca consegui comprar nas grandes superfícies, mesmo antes de mudar de sistema, devido ao aspeto e cheiro. O que se deve aparentemente, a pesticidas e a apanhas antes da altura certa.

Os hipers também vendem bio, mas nunca experimentei. Os produtos que compro aos produtores e nas lojas bio saem mais baratos, alguns com diferenças abismais no preço. E não são apenas a fruta e legumes que são mais baratos.

Para meu espanto, chego a gastar menos em fruta e legumes nesta opção que à primeira vista é mais cara. Passei a comprar à medida das necessidades, que são inferiores às quantidades que comprava nos hipers. Assim passei a gastar sensivelmente o mesmo e reduzi muito o desperdício alimentar. Paralelamente passei a adquirir mais variedade.
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De belitaarainhadoscouratos a 19.02.2016 às 09:38

Interessa-me esse chá de urtigas para o pulgão! Tenho urtigas a dar com um pau na horta e por mais que as gaste também na alimentação (sopas, esparregado) são bem mais do que dou vazão. E como normalmente aparece muito pulgão nas árvores, queria um produto que pudesse usar sem ser nocivo... aceitam-se dicas :)
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De Descontos a 22.02.2016 às 20:54

O meu pai deixa as urtigas a macerar em água durante 3 dias (não mais!). Dá para o pulgão, dá para o limoeiro, macieira, pessegueiro, feijão, alface, tudo que é bicho de pulga e mosca.

A urtiga pode ser seca antes para facilitar.

200l água + 300gr urtiga verde
200l água + 100gr urtiga seca

Instruções ditadas pelo meu pai ;)

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