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Desde que se começou a falar da "nova lei" (link para Diário da República Electrónico) que isso tem sido tratado com alguma leviandade pela comunicação social como sinónimo do fim de promoções. [Aliás... quase todos os cabeçalhos diziam mesmo isso.]

 

Na verdade, o diploma que entrará em vigor versa, na sua essência, sobre as relações entre distribuidores e os fornecedores, nomeadamente clarificando (porque já existia) "a noção de venda com prejuízo, em particular do que se entende por preço de compra efectivo, no sentido de facilitar a sua interpretação e fiscalização". O diploma pretende ainda apertar o certo a práticas consideradas abusivas, nomeadamente alterações retroactivas de contratos. 

 

E como isso se reflecte na vida das/os consumidoras/es? É uma excelente pergunta. 

 

Na verdade, não é a lei que vem acabar com as promoções.

 

Em linhas gerais, o que se proibe é "a venda a preço inferior ao seu preço de compra efectivo", por isso se o produto X custou à loja €1.00, esta não o poderá vender abaixo de €1.00. E para aferição dessa preço, a lei até prevê a existência de descontos, mas obriga a que estes estejam discriminados nas respectivas facturas ou contratos (e voltamos ao cerne da questão - proibição de práticas abusivas como a imputação de descontos, com efeitos retroactivos, a fornecedores).

 

Não se aplicará "a venda a preço inferior ao seu preço de compra efetivo" a:

 

 

É a minha modesta opinião que a lei vem (e bem) tentar acabar com as práticas das grandes "lojas" que faziam grandes promoções mas que depois imputavam os seus custos aos produtores. 

 

Por isso, se acabarem promoções, é porque as lojas o quiseram. Porque na verdade, não podendo reverter o custo aos fornecedores, não querem abdicar das suas margens de lucro.

 

E esta é a minha modesta opinião.


1 comentário

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De Henrique a 25.02.2014 às 10:07

Eu até acho que deviam acabar as promoções, desde que todos os artigos fossem vendidos a preço justo.
Quem acompanha as várias promoções nos vários hiper ou supermercados, certamente já constatou que há uma larga panóplia de produtos que está constantemente em promoção, tipo 50%, certamente que o preço destes artigos está bastante inflacionado, só assim se explica as constantes promoções a que é sujeito...não me parece que alguém perca nesse negócio, simplesmente as margens são maiores ou menores.
Também é verdade que o marketing dita leis, e a publicidade vende, e muitas vezes é escolhido o produto com o preço superior, porque "Se é mais caro deve ser melhor"...e isto influencia todo o restante sistema.

Resumindo, creio que era preferível não haver promoções, mas os produtos serem comercializados a um preço consideravelmente mais baixo, 20/30%, ganhavam os produtores, os consumidores pois não eram só os informados ou preocupados que adquiriam ao preço justo, e as grandes superfícies.

No entanto grande parte da sociedade é moldada à imagem daquilo que as grandes entidades querem, a percepção da realidade é aquilo que pretendem que seja a realidade que o povo vê...é um bocado tipo "Matrix". Baixa é a percentagem de pessoas que consegue distinguir "promoções" de "Promoções", muitas são aquelas que compram determinado artigo porque está em "desconto", caso contrário nem necessitavam dele...e tenho noção que às vezes também me acontece, e no fundo é para isso que as promos servem, ILUDIR, e fazer-nos consumir bens que não nos são essenciais naquele momento.

Poupo bastante com promoções....!!!!Será que poupo?! Não, invisto bastantes € a fazer stock de artigos que a determinada altura foram comercializados a PREÇO JUSTO, e eu aproveitei.
Poupa-se realmente quando se consegue adquirir artigos com 100% ou parecido...aí sim é real poupança. Poupa-se quando não se desperdiça, especialmente quando não se desperdiça aqui que se acha que comprou em promoção.
Tudo o demais creio que é uma valente ilusão, preços inflacionados, ações de marketing e publicidade, manobras das grandes superfícies para ludibriar o imaginário dos consumidores mais desatentos, desprevenidos, ou moldáveis. É um grande engodo é o que é...caí quem quer...ou quem não está treinado para saber, perceber.
O défice de capacidade mental, intelectual que a maior percentagem de população possui também é um factor limitador, pois não têm aptência para raciocinar e fazer cálculos no momento da compra para perceber de é melhor uma promo L3P2, ou outra de 35% p.e.
Não ter o cuidado de perceber a relação preço/quantidade...nem sempre compensa levar o artigo de maior quantidade...etc...etc...etc

Peço desculpa pelo testamento...se fosse eu nem perdia tempo a ler :D

Espero que este lei beneficie todos...mas como isso é impossível...espero que não prejudique consumidores, ou os produtores mais vulneráveis!!

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